Dizem as Esfinges que toda pérola guarda um fim.

Dizem as Esfinges que toda pérola guarda um fim.
Dizem as Esfinges que toda pérola guarda um fim. No princípio, um grão de areia, e ao redor dele, camada após camada, a nacre, paciente e luminosa, até que aquilo que era apenas um ponto se torne a coisa mais bela que a concha já fez. Ninguém chama a pérola de tragédia, muito menos pergunta o que havia no centro.
O Oásis foi feito à imagem dessa concha. Entre o ouro que as Esfinges vivem e a Prata que a todas aguarda, elas depositaram o que sabem fazer de melhor: água clara, sombra, seda, vinho, música e ouro, camada sobre camada, até que a própria luz do lugar ganhasse o brilho suave da madrepérola, que não é ouro nem prata, mas o que existe entre os dois. Nada ali esconde o fim, e nada ali o teme. Ele repousa no centro, envolto em tanta beleza que já não se distingue dela.
Quem se deita às margens do Oásis não espera pelo fim, nem foge dele. Faz o que a nacre faz: cerca-o de esplendor e o deixa amadurecer.