Sonolentas, calculistas e extremamente orgulhosas, as Esfinges formam a primeira espécie de Seres Espirituais criada por Garador, o Deus da Ordem, a conter em seus integrantes uma contraparte masculina.

Sonolentas, calculistas e extremamente orgulhosas, as Esfinges formam a primeira espécie de Seres Espirituais criada por Garador, o Deus da Ordem, a conter em seus integrantes uma contraparte masculina.
Sonolentas, calculistas e extremamente orgulhosas, as Esfinges formam a primeira espécie de Seres Espirituais criada por Garador, o Deus da Ordem, a conter em seus integrantes uma contraparte masculina. Elas acreditam e pregam fielmente que não são habitantes de Gloomhaven, apesar do Éter de seus Cores sugerir o contrário para magos experientes. O ciúme é o comportamento mais predominante entre elas, mas não do jeito habitual: Esfinges tem o costume de colecionar relacionamentos românticos, principalmente entre membros da própria espécie, mas quando o parceiro é de outra espécie, adotar a mesma prática é quase uma sentença de morte. E a pior parte é que muitas das vezes, a vítima não precisa nem saber que a Esfinge a namorava.
Apesar desse traço mórbido, Esfinges são extremamente seletivas na hora de decidir quem irão admirar, o que equilibra o quão conveniente são no quesito da coexistência em ambientes miscigenados como Fractaria.
Elas vivem pelo prazer e morrem por ele: Por conta da mente aguçada e determinista, muitas Esfinges acabam decidindo, ao chegarem na maturidade, que Gloomhaven é um beco sem saída, portanto só o que resta é viver de júbilo e de festas até que os dias finais cheguem.
As miragens das Esfinges foram vistas poucas vezes, mas quando apareceram, se mostraram tão letais quanto as entidades refletidas nelas. Uma única Esfinge jovem porta a habilidade de gerar três miragens das coisas que mais admira, com esse número aumentando na medida que cresce, com um recorde de nove, mantido hoje pela própria Limenna. Essas criações são geradas a partir de seus Cores e ficam adormecidas no Éter ao redor delas, como partículas quase invisíveis de um dourado fosco. A Esfinge pode decidir manifestá-las no momento que quiser, comumente surpreendendo combatentes inexperientes com facilidade. É possível, por outro lado, revelar a forma exata dessas miragens antes mesmo de se manifestarem com qualquer fonte de iluminação não-natural, pois as partículas não refletem luz.
Pouco antes de fazer vinte anos, uma Esfinge inere um familiar da Árvore Espiritual: Uma águia ou um felino, que nasce espontâneamente do Éter ao redor dela em uma explosão dolorosa de energia, então impregna o seu Core permanentemente com sua presença. A Esfinge ganha a habilidade de se transformar nesse familiar e ganha uma segunda voz em sua mente, que a ajuda no discernimento e em batalhas.
Em combate, desde que o familiar sobreviva, uma Esfinge derrotada não pode morrer permanentemente, e é regenerada em um processo grotesco de auto-flagelação do familiar dias depois. Isso pode ocorrer até sete vezes.
O Core das Esfinges grita a mão de Garador, então a biblioteca de Lunavéu não teve dúvidas na hora de atribuí-las a ele. Mesmo assim, nem mesmo os melhores feiticeiros do reino (Lorian Cittagon incluso) foram capazes de determinar onde foram criadas. Nas palavras do próprio Lorian: "Anomalias, nada menos. Em todo Ser Espiritual, com o devido tempo, é possível seguir o rastro de Éter até o galho de onde veio, mas não nelas, e isso me irrita."
Apesar desse mistério, as mais velhas entre elas abertamente falam virem de Garadoria, a lendária cidade do próprio Deus da Ordem, que até então existe apenas em livros. Isso parece ser um eco da fala frequente de Limenna sobre a chegada das Esfinges em Gloomhaven, que não é aceita pela Aliança Luminosa como verdade e é justamente o que tachou a Donzela do Destino Esfinge como uma mentirosa de carteira.
Representados por Limenna, as Esfinges seguem a cultura do hedonismo fatalista. As mais conservadoras entre elas acreditam que Gloomhaven é uma causa perdida e que a vida espiritual é onde se deve viver em prazer eterno, ignorando ou fazendo pouco dos defeitos que a vida celestial tem a oferecer. Com a crença de que o fim de tudo o que existe está próximo e é inevitável, elas não são habituadas a se moverem por nada além do que acham divertido.
Fazem parte dos Radiantes do Esplendor, mas não apoiam facção alguma oficialmente. Diferente da Aliança Luminosa ou dos próprios Radiantes de Ghanliew, as Esfinges servem Garador diretamente e aceitam o Prata como uma parte natural do ciclo de vida do ouro espiritual. Elas vêem os prateados das muralhas como "aqueles que não tinham mais o que curtir", e acreditam que para evitar a Prata, a única coisa que um Ser Espiritual precisa fazer é se abster de ambições e viver pelo Deus da Ordem.
Casa: Aurumdoria
