Placas douradas revestem as paredes do santuário sem cobrir por completo a pedra escura entre as juntas.

Placas douradas revestem as paredes do santuário sem cobrir por completo a pedra escura entre as juntas.
Placas douradas revestem as paredes do santuário sem cobrir por completo a pedra escura entre as juntas. Bancos baixos ficam voltados para um nicho vazio, iluminado por lamparinas protegidas por vidro. Não há balcão de comércio nem suportes de armas. Quem entra deixa capacetes, bolsas e peças ruidosas junto à porta, onde o metal repousa sobre faixas de couro para não romper o silêncio.
A sala recebe Sentinelas, mercadores e moradores que procuram alguns minutos longe das praças. Alguns se sentam; outros permanecem de pé diante do reflexo irregular das paredes. A luz de Ourabrasa percorre o ouro e encontra riscos, emendas e pontos opacos deixados pelo uso. O santuário oferece um lugar para respirar e ordenar pensamentos antes do retorno às ruas. Mesmo quieto, conserva sinais da cidade: passos no corredor, sinos distantes e a vigilância que continua do lado de fora.