A margem acompanha uma lâmina de água parada sob as raízes.
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A margem acompanha uma lâmina de água parada sob as raízes.
A margem acompanha uma lâmina de água parada sob as raízes. A pouca luz alcança a pedra molhada e some nas fissuras, onde raízes grossas se prendem à rocha. À frente, o vazio se condensa sobre o lago e apaga qualquer noção segura de distância. A umidade cobre o chão e torna cada apoio incerto.
Respirar fundo exige esforço. O ar entra pesado, com cheiro de pedra encharcada, enquanto a superfície permanece imóvel demais para oferecer referência. Entre as raízes e a água, ruídos pequenos chegam sem direção clara. Nada se mostra, mas a sensação de estar sob observação acompanha quem permanece na margem. Seguir adiante significa contornar o lago sem saber onde a pedra termina ou o que o vazio esconde.