O Abismo Central se abre entre muralhas antigas, ruínas e raízes expostas.

O Abismo Central se abre entre muralhas antigas, ruínas e raízes expostas.
O Abismo Central se abre entre muralhas antigas, ruínas e raízes expostas. Uma névoa cinzenta pesa sobre o reino abandonado pelos deuses, escondendo os limites das construções e cobrindo a pedra com um brilho sem calor. Partes das paredes ainda permanecem de pé; outras se perderam sob raízes que romperam juntas e passagens.
Soldados de prata patrulham as muralhas com rigor impiedoso. Seus contornos surgem na névoa por instantes, seguem o traçado da pedra e desaparecem outra vez, sem que a distância ofereça abrigo confiável. O centro do abismo parece amplo, mas a névoa comprime cada movimento e abafa o que existe além das ruínas próximas. Quem atravessa este lugar precisa medir o caminho pelos muros partidos e pelas raízes, sempre atento ao próximo brilho prateado entre a bruma.